quinta-feira, 13 de maio de 2010

SUSTENTABILIDADE DOS DESTINOS | Moinhos da Tia Antoninha | Chave verde

“Moinhos da Tia Antoninha”, são uma unidade de turismo rural que se insere num espaço com a área de 1,5ha atravessado por um ribeiro, composto por catorze casas, sete quartos todos com entrada independente e nome próprio relacionado com a sua função no passado e ou localização no presente, uma
piscina fluvial, uma enorme área de lazer, localizado em espaço de impar ruralidade, num vale tranquilo encravado entre duas elevações da Serra de Leomil não muito altas o que lhe permite uma plena e perfeita integração.

Tudo isto na Freguesia de Leomil, no Concelho de Moimenta da Beira, no Distrito de Viseu, em pleno Douro Sul.

A unidade insere-se no âmbito da antiga tipologia do Turismo no Espaço Rural, Casa de Campo.

O investimento concretizou-se através do recurso aos apoios do PRIME na medida do Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica, SIVETUR, no âmbito da gestão do Turismo de Portugal.

Falar dos Moinhos da Tia Antoninha, é falar essencialmente dum caso
considerado exemplar em termos da “Sustentabilidade dos Destinos” questão essa fulcral na análise da actividade Turística nos dias de hoje. Tudo porque no desenvolvimento deste projecto foram tidas como principais linhas de orientação, concepção e posterior concretização, as questões ambientais, de
sustentabilidade, e de aproveitamento de recurso endógenos.

A aposta nos “MOINHOS DA TIA ANTONINHA” como um empreendimento Turístico ambientalmente qualificado e eco-eficiente surge por isso como principal desiderato dos seus promotores. Conscientes da riqueza que representa o património natural que outros nos souberam legar e que constitui também a melhor herança que esta geração poderá deixar aos seus filhos, desde logo e à partida, nos empenhamos na correcta gestão da sua área de implantação e na sua infra-estruturação com equipamentos de qualidade e
inovadores. Pretendemos que a qualidade ambiental constitua um traço distintivo do nosso empreendimento no Pais, quiçá além-fronteiras. Fizemo-lo conscientes de que assim contribuímos para um melhor futuro colectivo e cientes de que, ter boas práticas ambientais, é um desejo cada vez maior daspopulações, valorizado pelos nossos potenciais clientes.

As novas tendências da sociedade, em que o Homem pretende fazer a ligaçãoàs suas reminiscências, aos autênticos modos de vida, à relação com a natureza, ao bucolismo dos meios campesinos, etc., têm vindo a constituir-se como fortes vectores para a revalorização dos espaços rurais. Neste contexto, as novas modalidades de turismo relacionadas com os espaços rurais e naturais assumem um potencial de crescimento considerável que, num cenário de conjuntura de abandono e depreciação do mundo rural, as actividades associadas ao turismo podem constituir mais um elemento a ter em conta para o desenvolvimento destes espaços.

Estamos convictos que o Turismo Rural aliado ao "Eco-Turismo" está a assumir uma importância cada vez maior. Quer na perspectiva da procura por parte do mercado, quer na perspectiva da importância de alargar a novos segmentos a oferta de Portugal enquanto destino turístico.

Apesar do despojado ambiente rural, fez-se nele uma leitura contemporânea dos espaços, dotando-o também de moderna tecnologia numa perspectiva de segurança e preservação ambiental.

O Projecto desenvolveu-se em torno do efeito exemplo ou de demonstração – sendo claramente um exercício de recuperação que apela ao uso das artes e ofícios tradicionais (essencialmente da pedra), importante também numa estratégia de reabilitação urbana porquanto a sua recuperação põe fim à degradação ou perda de elementos integrantes do património cultural e tradicional do Concelho uma vez que se reabilitou um conjunto de antigos moinhos num ambiente natural de rara beleza, tirando partido de elementos naturais únicos (vale e a ribeira).

Duas dimensões então fundamentais deste projecto: o eco-turismo e o desenvolvimento local, pretendendo-se com esta intervenção a criação de um modelo para futuras intervenções de reabilitação de moinhos, cuidando a vertente ambiental ao serviço de uma estratégia de desenvolvimento local.
Daí que, a par das actividades de ar livre, é promovida a participação dos hóspedes em actividades recreativo-culturais na comunidade, na medida em que elas possam desempenhar um papel de relevo na vida daqueles que, para fugir à pressão do dia-a-dia, procuram com elevada avidez espaços onde o repouso é nota dominante.

Tem procurado articular-se com um conjunto de actividades artesanais de fabrico da compota, do pão, do queijo, promovendo o artesanato local de modo a que se possa explorar como actividade cada vez mais independente potenciando a marca “Moinhos da Tia Antoninha” e sendo elemento preponderante no “âmbito da sustentabilidade social” porque assim procura uma distribuição equitativa dos benefícios.

Ancora-se num conjunto de actividades de animação urbana, nomeadamente desenvolvendo actividades (passeios de jipe, ou de burro), como forma de potenciar o aumento do número médio de dias de estadia e articulando-se com as Rotas e Circuitos já existentes.

Por outro lado, e sob o ponto de vista da satisfação dos consumos energéticos do espaço, procurou-se a completa auto-suficiência energética através do recurso às fontes renováveis de energia, que consideramos da maior importância e uma mais-valia no caminho para um Turismo Sustentável.

O empreendimento é dotado de um sistema independente de produção de energia eléctrica que conjuga a produção solar fotovoltaica e hídrica, sendo assim recuperada a antiga forma de aproveitamento energético da força motriz da água para a moagem do cereal, agora adaptada a uma micro-hídrica para produção eléctrica.

Para além da sua completa e total auto-suficiência sob o ponto de vista eléctrico, há também que destacar o aproveitamento da energia solar para o aquecimento das águas quentes sanitárias tendo sido instalados para o efeito três grupos de COLECTORES SOLARES, além de que, no Inverno, o aquecimento central se consegue através de um recuperador a biomassa.

Outro aspecto importante é sem dúvida a completa adaptação do empreendimento à limitação dos recursos energéticos endógenos, pelo que teve que necessariamente contemplar na íntegra equipamentos de elevada eficiência energética e de baixo consumo.

O que torna efectivamente inovador o sistema autónomo de produção deenergia, para além da sua completa auto-suficiência energética, é o facto de integrar, de forma optimizada, dois diferentes sistemas de geração renovável.

Estas duas tecnologias partilham os sistemas de conversão de sinal eléctrico e de acumulação. Os acumuladores permitem que a energia produzida pelos geradores, e que não foi consumida de imediato, seja armazenada para períodos de escassez. Deste modo nada se perde, tudo se acumula.

De destacar ainda que o sistema hídrico de produção de energia foi concebido e desenvolvido por nós, tendo em conta o facto de, por ocasião da sua instalação, não se encontrar nenhum produto semelhante no mercado nacional. Por ser um produto inovador e relativamente desconhecido, tivemos que ser nós próprios, sem formação na área, a idealizar o projecto e a socorrermo-nos de artesãos no sentido de desenvolver alguns componentes do grupo turbina-gerador.

Toda esta solução adoptada acaba por ser relevante nos seguintes aspectos:

1. Evita o impacto visual, que resulta da extensão de linhas eléctricas por zonas sensíveis, uma vez que toda a cablagem é subterrânea;
2. Permite a total autonomia em termos energéticos;
3. Promove a integração arquitectónica de modernas tecnologias em prédios rústicos;
4. Promove o conceito de Turismo Ecológico;
5. Realiza o aproveitamento dos recursos endógenos da região;
6. Promove o desenvolvimento sustentado das regiões rurais.
 
Conhecer em http://www.moinhostiaantoninha.com/

Sem comentários:

Arquivo do blogue