segunda-feira, 3 de maio de 2010

Seminário discute normas para Selo de Qualidade Turística

Notícia de http://www.h2foz.com.br/

Chile e Espanha relatam suas experiências durante encontro no Rio de Janeiro

Apesar das chuvas intensas que assolaram o Rio de Janeiro, mais de 100 profissionais participaram, ontem, do seminário QUALTUR 2010 – Qualidade no Turismo. O evento, promovido pelo Ministério do Turismo (MTur), discutiu as premissas para estabelecer um Selo de Qualidade entre os prestadores de serviços turísticos brasileiros, e apresentou práticas de excelência aplicadas por outros países, como Chile e Espanha.

O Selo de Qualidade objetiva ser um instrumento para garantir a segurança, ampliação e modernização dos equipamentos e serviços turísticos e uma ferramenta de uso federal, conforme a regulamentação da Lei 11.637/07, adaptada às exigências da demanda e às características ambientais e socioeconômicas brasileiras.

Durante o Qualtur 2010, Claudio Mauricio Loader, responsável pela Qualidade dos Serviços do Serviço Nacional de Turismo do Chile (Sernatur), disse que o país tem as mesmas normas nas suas 15 províncias. O Chile possui 12 mil prestadores de serviços turísticos registrados, sendo 3,5 mil hotéis, pousadas e hostais, para receber 2 milhões de turistas por ano. “No final dos anos 90, sentimos que a falta de regulamentação eficaz estava provocando baixa competitividade e falta de credibilidade”, disse Loader. “Além de termos mais destinos internacionais competindo, o consumidor estava mais informado, mais exigente e se comunicava entre si para discutir a qualidade dos serviços”, relatou Cláudio Loader.

A partir de 2001, o Chile começou a discutir normas, culminando com a criação de um Selo de Qualidade seis anos depois. Hoje, o país possui 48 normas técnicas, sendo 17 para a área de hospedagem, 24 para o turismo de aventura, dois para agentes e operadores e cinco para guias de turismo. Cada norma possui um comitê técnico, que inclui empresários, representantes do poder público e consumidores. “O hotel ou prestador de serviço que não cumprir com as normas estabelecidas pode ser denunciado por propaganda enganosa, sujeito ao devido processo legal”, destacou Loader.

Já o diretor do Instituto para a Qualidade Turística Espanhola (ICTE), Fernando Fraile Garcia, ressaltou a diferença entre a classificação e a certificação. “Na Espanha, o hotel que abre é obrigado a ter classificação, mas a certificação é voluntária”, explicou Fraile Garcia. “A certificação é importante para o cliente, para os organismos oficiais e para as empresas certificadas, que são mais valorizadas pelos consumidores”, complementou.

A certificação espanhola já tem 15 anos e serve de modelo para vários países. A área de turismo possui hoje sete normas para sete atividades distintas, e a Espanha lidera um movimento de 60 países em busca de normas mundiais de qualidade. “No futuro, teremos normas de qualidade turística mundiais”, previu Garcia, anunciando que o próximo encontro deste grupo será entre 18 e 24 de abril em Foz do Iguaçu (PR).

Para o Diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do MTur, Ricardo Moesch, a criação do selo “será um plus para que todos aqueles que trabalhem com serviços turísticos de qualidade”. “O mercado necessita de uma padronização e um referencial destinado aos serviços turísticos, resguardando as peculiaridades de cada região”, resume Moesch. “É o primeiro passo rumo à Copa de 2014”, acrescenta Álvaro de Mello, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis. Para Mello, a Copa e a Olimpíada podem representar um salto de oito anos. “Podemos nos colocar como um grande destino turístico, ultrapassando o limite de cinco milhões de turistas estrangeiros por ano”, completou o presidente da ABIH.

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