quarta-feira, 19 de maio de 2010

Chaves: Futuro do turismo de habitação esteve em debate

Organizado pelo Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e pela licenciatura em Turismo do Pólo da UTAD em Chaves, teve lugar, no dia 5 de Maio, no Auditório do GATAT em Chaves, a terceira conferência do ciclo “TURCHAVES, que turismo para o século XXI?”.
Este ciclo de conferências pretende ser um espaço de debate sobre as políticas do turismo, com a colaboração de um conjunto de convidados de grande prestígio nacional e internacional.

A terceira conferência foi subordinada ao tema “Turismo de habitação – políticas TER, em Portugal” e foi proferida por Francisco de Calheiros (presidente da TURIHAB – Associação do Turismo de Habitação, com sede em Ponte de Lima).

Francisco de Calheiros apresentou uma conferência onde ficaram patentes preocupações não apenas informativas, mas também formativas, tendo assim em atenção o âmbito deste ciclo de conferências, que tem também como destinatários os alunos do curso de Turismo a funcionar no Pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Segundo Francisco de Calheiros, o Turismo de Habitação constitui “uma arma poderosa para desenvolver uma estratégia de promoção da imagem de Portugal no estrangeiro”. O orador fez um breve historial sobre a sucessão histórica de designações e marcas do campo semântico hoje designado de “Turismo de Habitação”: turismo rural, agro-turismo, turismo de aldeia, turismo em espaço rural, solares de Portugal, casas no campo, aldeias de Portugal, realizando também o respectivo enquadramento histórico e social. Nesta contextualização, Francisco de Calheiros referiu os papéis dos vários agentes, tendo destacado o papel das associações de desenvolvimento local (ADL’S) e, de entre elas, o papel da ADRAT, na região do Alto Tâmega, e da ADRIL, na região do Lima.

Francisco de Calheiros explicou como a TURIHAB criou a marca Solares de Portugal, com a intenção de reforçar o turismo de qualidade, dando como um bom exemplo a “Quinta da Mata”, em Chaves. Desde o início (em 1993) um dos seus mais relevantes dinamizadores, Francisco de Calheiros apontou a marca Solares de Portugal como uma embaixadora da cultura e do bom nome de Portugal pelo mundo fora, pois é uma das três marcas que promovem Portugal no estrangeiro, juntamente com as marcas “Pousadas de Portugal” e a TAP.

Ainda segundo Francisco de Calheiros, e na área da cooperação e do associativismo internacional, a TURIHAB criou, entre outras redes internacionais, “a rede europeia Europa Traditionae Consortium – um consórcio que envolve cinco organizações europeias: Château Accueil, França; The Hidden Ireland, Irlanda; Wolsey Lodges, Reino Unido; Solares de Portugal, Portugal; e Erfgoed Logies, Holanda, que oferece uma hospitalidade personalizada em casas de estilo genuíno, dando possibilidade aos hóspedes de usufruírem as tradições e a cultura de cada país e respectivas regiões reflectidas na arquitectura, na gastronomia, nos vinhos e nas paisagens, apresentadas no portal www.europetraditions.com.”

O conferencista chamou ainda a atenção para a iniciativa “Aldeias de Portugal” que, de certa forma, se complementa com “Solares de Portugal”, e que se insere numa estratégia de trabalho em parcerias que tem em vista a promoção das regiões, sem destruir, antes preservando, o rico património de cada uma delas. Ao longo sua conferência, Francisco de Calheiros foi sempre relevando a importância do trabalho em rede.

Haverá nova conferência no dia 26 de Maio, às 17h00, no Auditório Municipal de Chaves (GATAT), que terá como orador Rubén Lois, da Universidade de Santiago de Compostela, com o título “Pode existir o turismo sem as políticas?”. A entrada é livre.

in: http://www.espigueiro.pt/

Sem comentários:

Arquivo do blogue